Reabilitação

 
A razão de ser da escolha deste espaço para acolher a Colecção Manuel de Brito, prende-se com a sua localização privilegiada, quer no Concelho de Oeiras, quer no eixo Lisboa/Cascais. Esta opção estratégica permitirá a sua afirmação enquanto projecto sustentado, assumindo os seus múltiplos elementos de diferenciação, capazes de impulsionar novas dinâmicas culturais para Oeiras e para o país. Há ainda a realçar, igualmente, o facto de ter sido Algés o local de residência de Manuel de Brito e de sua família.
 
O Parque Anjos é constituído pelo Palácio Anjos, datado de finais do século XIX, um dos mais emblemáticos edifícios históricos do Concelho e uma referência da arquitectura de veraneio de Algés e por uma área de paisagem envolvente caracterizada por uma variedade riquíssima de espécies botânicas. Foi esta realidade que levou a que o processo de intervenção desenvolvido pela Entreplanos-Gabinete de Arquitectura, Urbanismo e Design,  tivesse por princípio orientador a necessidade de se pensar o espaço como um todo, desenvolvendo-se um projecto de intervenção que articulou a dialéctica prepositiva espaço arquitectónico e espaço verde.
 
Partindo deste pressuposto, a reabilitação/requalificação e ampliação do Palácio foi operacionalizada através da implementação de uma proposta arquitectónica que preconizou soluções de compromisso entre os elementos de relevância histórica e os condicionalismos impostos por uma colecção de arte moderna e contemporânea.
 
Deste modo, o processo de metamorfose a que o espaço foi sujeito visou preservar a essência do edifício, mas também conferir-lhe a funcionalidade e contemporaneidade imprescindíveis à sua nova identidade, o que levou à acoplação de um novo corpo. Esta opção traduz-se em termos volumétricos em dois corpos (o antigo e o novo), que remetem um para o outro e se articulam no perfeito entendimento da sua complementaridade.
 
O Parque Botânico foi objecto de igual intervenção, sendo possível agora desfrutar-se de uma leitura complementada com elementos visuais de carácter informativo, como é o caso do mobiliário e da sinalética, ambos em harmonia com toda a linguagem estética utilizada.
 
A concretização deste projecto implicou por parte da Autarquia um investimento de cerca de 3.500.000,00 €.

 

Prémios

5º Prémio Municipal Arquitectura Conde Oeiras 2008
1º Prémio Edifícios Reabilitados
Autoria: ENTREPLANOS GABINETE DE ARQUITECTURA, URBANIISMO E DESIGN
 
Promotor: CÂMARA MUNICIPAL DE  OEIRAS