EXPOSIÇÃO MANUEL BAPTISTA

Encerrou a 7 de Outubro 2012

 

 
Nasce em Faro em 1936. Em 1962 termina o Curso Complementar de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. De 1964 a 1972 é professor assistente nesta escola.
 
Em 1962-3 parte para Paris com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian onde contacta com as novas tendências artísticas nomeadamente com o Nouveau Réalisme.
 
Em 1968 vai para Ravena como bolseiro do Instituto de Alta Cultura. Em Itália Lucio Fontana proclamava no seu Manifesto Técnico do Espaço a necessidade de conseguir integrar todos os elementos físicos como a cor, o som, o movimento, o espaço numa unidade ao mesmo tempo ideal e material, abolindo os limites entre a pintura e a escultura e também entre a natureza e a arte. Fontana faz pinturas monocromáticas que rasga e perfura. Alberto Burri pratica a assemblage ou colagem utilizando materiais como telas rasgadas, tecidos usados, tábuas velhas, ou placas de ferro.
 
A colagem é uma prática do século XX e foi utilizada pelos cubistas, pelos surrealistas, pelos dadaístas, pela Pop Art, de Matisse a Rauschenberg. Manuel Baptista nunca foi um pintor convencional. Desde sempre recorre à colagem como exercício do seu trabalho. Apropria-se de imagens, estiliza-as, corta-as, recorta-as e cola-as em telas de formatos não convencionais como triângulos, círculos, hexágonos, em forma de leque, pinta-as ou de cores vibrantes ou indo até à depuração total - o branco absoluto.
 
A partir dos anos 60 a sua obra ganha grande visibilidade a partir de exposições e pelo reconhecimento do público e da crítica com a atribuição de vários prémios.
 
Recentemente a Fundação EDP organizou uma exposição, Fora de Escala, com desenhos e esculturas de 1960-70. Foram realizados objectos e esculturas a partir dos desenhos feitos pelo artista em cadernos dessa época. Apesar da ausência da figura humana temos a presença de objectos do quotidiano – novelos de fio, envelopes, gravatas, camisas, leques, cones de gelados, cestos com frutas, arbustos, falésias.
 
Da coleção Manuel de Brito fazem parte obras de 1960 a 1987, um acervo que contempla as diversas fases do artista, das colagens com pedaços de tecidos e cordas, depois pintados formando relevos, até às telas recortadas e sobrepostas tanto em monocromias como em cores fortes.
 
Maria Arlete Alves da Silva
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manuel Baptista, Sem Título, 1970, técnica mista sobre tela, 130 x 111 cm
Manuel Baptista, Sem Título, 1987, técnica mista sobre tela, 130 x 100 cm