EXPOSIÇÃO LUÍS NORONHA DA COSTA

De 27 de Setembro 2013 a 2 de Março 2014

 

A exposição que vamos apresentar de Luís Noronha da Costa tem obras de 1967 a 1974, quando o artista tinha entre 25 e 32 anos.
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Arquiteto de formação, pintor e cineasta, consciente do tempo em que vive, interessa-se pela tecnologia e reflete sobre as possibilidades de recriar a pintura. É um dos primeiros artistas a usar a fotografia como suporte para a pintura, faz filmes, vídeos e instalações estando a par com a vanguarda internacional.
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Em 1969 foi escolhido para representar Portugal na Bienal de S. Paulo e em 1970 participou na Bienal de Veneza. Em 1975 o seu filme À Procura do Espaço – Pátria Perdida foi exibido na Cinemateca de Paris.
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A sua pintura tem uma linguagem cinematográfica e tem influências do barroco e do romantismo alemão. Murnau, Hitchcock, Terence Fisher, Visconti, Godard e Polanski, no cinema, e Caspar David Friedrich, Cézanne, Magritte e Mark Rothko, na pintura, são alguns dos seus mestres.
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A pintura feita com uma pistola de pulverização cria um plano tridimensional e um distanciamento que torna as imagens difusas como se flutuassem. Usa a técnica do sfumato desvanecendo as paisagens e as figuras de mulher que parecem aparições, inatingíveis. A vertigem da luz, a atração pela noite, a procura da invisibilidade, o mar, os desastres e os naufrágios são temas recorrentes.
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Não mais representar coisas, mas apresentar as suas imagens na verificação de que as imagens são a antítese das coisas, o ecrã transparente através do qual vemos a realidade. Assim define Noronha da Costa o seu conceito de pintura.
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Arlete Alves da Silva

 

 

 

 

 

 

 

 

Sem Título, 1972, pastel, têmpera e fotografia sobre papel, 50 x 65 cm     

Sem Título, 1972, pastel e têmpera sobre papel, 50 x 65 cm 

Sem Título, 1972, tinta celulósica sobre impressão fotográfica em papel colado sobre platex, 130 x 190 cm